Desde março deste ano, a Comissão de Reforma Departamental do Instituto de Psicologia vem se reunindo para conduzir e organizar a discussão sobre uma possível reforma departamental.  A Comissão entendeu que, em primeiro lugar, seria interessante levar adiante uma discussão ampla sobre o que os professores pensam a respeito da atual estrutura administrativo-acadêmica baseada em departamentos. Assim, foi proposta uma avaliação inicial das dificuldades e impasses presentes na atual estrutura, da seguinte maneira:

  • promover uma discussão em nível dos próprios departamentos (em alguns departamentos esta discussão ocorreu em mais de uma oportunidade);
  • escutar a experiência de outras Unidades da UFRJ que pudessem trazer aspectos relevantes para esta discussão. Para tal organizamos um encontro, amplamente divulgado no IP, convidando a professora Lina Zingali, diretora do Instituto de Bioquímica e o professor Marcelo Corrêa, ex-diretor da Faculdade de Educação;
  • sistematizar as contribuições de modo a organizar um panorama do que conseguimos discutir e acordar, apresentando a todos alguns elementos significativos para uma rodada de discussão;
  • discutir em um fórum amplo linhas gerais para uma reforma departamental a ser implementada provavelmente a partir do ano que vem.

Neste momento, propomos a convocação deste Fórum de modo a discutirmos uma súmula dos passos acima. Trazemos abaixo algumas questões que sintetizam as contribuições recolhidas até agora, ressaltando que há muito ainda para avançar.  Colocamos em forma de questões alguns dos aspectos que precisam ser aprofundados.

I)                    Sobre os departamentos

Colhemos posicionamentos muito diversos. Em alguns casos, o questionamento incidiu sobre o modo como os departamentos estão organizados (por ex. a defasagem quanto à denominação dos mesmos diante das mudanças que se operaram ao longo do tempo na formação do psicólogo). Em outros casos, houve críticas fortes quanto ao seu modo de funcionamento: estes não têm proporcionado a interação acadêmica entre os professores, burocratizando as relações, e não oportunizando as trocas para repensar as práticas docentes em relação à formação dos estudantes na graduação. Além disso, constatou-se que todos os departamentos se ressentem de um excesso de encargos burocráticos e administrativos que impedem e/ou estorvam a realização de qualquer reflexão e discussão acadêmica mais aprofundada. Na conversa com docentes de outras unidades, por outro lado, não detectamos nenhuma sugestão ou indicação direta de qualquer estrutura que possa contemplar nosso modo específico de funcionamento.

II)Sobre a formação dos alunos de graduação

Que aspectos da formação da graduação devem ser melhor atendidos tendo em vista uma reforma departamental? Por exemplo: como seria pensada a organização e distribuição de disciplinas entre professores, a relação entre disciplinas e “estágios” (que também são disciplinas, mas subordinadas à coordenação de estágio), e a relação entre disciplinas e extensão (que também se operacionaliza em disciplinas, mas tem coordenação própria)?

Qual organização acadêmico-administrativa poderia ser funcional para atender estes aspectos agrupando/dinamizando as trocas entre professores e propiciando maior integração acadêmica entre ensino, pesquisa e extensão?

A partir de que temas ou áreas nos organizaríamos numa outra organização acadêmico-administrativa?

Destas questões iniciais várias seriam desdobráveis em futuras discussões:

a)      Qual organização acadêmico-administrativa, no caso de mudança da atual estrutura departamental, seria responsável pelas vagas de professores?  Como seriam definidos os critérios e as prioridades?

b) Como incentivar os professores que não estão nas pós-graduações a interagirem e participarem de projetos de pesquisa, a trabalharem em conjunto com colegas que estão nas pós-graduações?

c) Como facultar também aos professores que não estão em atividades de extensão a possibilidade de participarem de projetos de extensão?

d) Esta ancoragem via pós-graduação ou extensão poderia ampliar os modos de relação entre os professores?

e) Uma vez não havendo a atual estrutura departamental, como se organizará a estrutura de representação na Congregação?

f) Que outras estruturas suplementares a esta suposta organização acadêmico-administrativa poderiam ser pensadas? Por exemplo: conselho intersetorial, apoio administrativo, etc.

Assim sendo, consideramos que apenas um fórum amplo com a participação de todos os professores fará avançar a discussão e chegar a propostas que viabilizem mudanças que desejamos.

Nesta perspectiva, convidamos todos os professores, técnicos administrativos, e estudantes do IP para uma reunião no dia 27 de janeiro próximo, de 12 às 14 horas.

Comissão de Reforma Departamental

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