Na última quarta-feira (14/03/2018), por volta das 21:30, a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) foi morta a tiros no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro. Na ação foi igualmente assassinado o motorista do carro onde ela estava, Anderson Pedro Gomes, e foi ferida uma assessora de Marielle.

A vereadora era relatora da Comissão que irá acompanhar a Intervenção Federal no Rio de Janeiro, e uma notória ativista dos Direitos Humanos.

A polícia ainda investiga o caso, mas ele tem todas as características de uma execução. Marielle estava ativamente denunciando a violência do 41o Batalhão da PM, conhecido em suas publicações como Batalhão da Morte. Políticos de várias esferas ideológicas manifestaram pesar e revolta.

O Instituto de Psicologia não pode ficar alheio a este caso, e utiliza este espaço para manifestar sua indignação pelo assassinato da vereadora, e pelo modo como se conduz a Intervenção Federal no Rio de Janeiro.

Quando uma representante legitimamente eleita e defensora de causas vitais é assassinada (seja provavelmente por interesses de máfias ou de bordas obscuras próprio Estado) sua morte não é apenas digna de um pesar e revolta pessoais mas de nossa própria república e de nossa democracia.

Estamos cansados de ver o sangue de militantes de direitos civis e de minorias (de gênero, étnicas ou sócio-econômicas) correndo pelas ruas de nossas cidades e queremos ver nossa democracia reestabelecida. Não apenas no exercício do voto, mas nas garantias mais cotidianas da nossa vida.

Nós, professoras e professores, técnicas e técnicos e estudantes do Instituto de Psicologia da UFRJ manifestamos nosso repúdio à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55/2016, antiga PEC 241/2016, que congela por até vinte anos todas as despesas públicas primárias federais (pagamento de pessoal, custeio da máquina, transferências e investimentos em infra-estrutura e sociais).

Uma medida com impacto tão significativo na vida de milhões de pessoas não pode ser implementada sem qualquer discussão com a sociedade e sem sua aprovação a partir de uma legítima consulta popular.
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