1) Método Objetivista: As informações são apresentadas aos alunos pelos professores. Há ênfase no diretivismo e em decisões tomadas para o aluno. O conteúdo a ser ensinado é transmitido e visa objetivos e habilidades que levem à competência. Os alunos são tidos como produtos do meio e são reativos a ele. Devem ser capazes de repetir as informações transmitidas, evidenciando ao professor o seu aprendizado. Reconhece-se a funcionalidade do reforçamento positivo a cada passo do aluno, fornecendo feedback e elogios a cada acerto no sentido de modelar seu comportamento para o propósito educacional que se deseja atingir. Assim como percebe-se que a possibilidade de punição influencia em muito as atitudes da maioria dos estudantes, que estudam em função de evitá-la. O ensino tradicional das salas de aula utilizou-se basicamente deste método, colocando o professor como o dono do saber e o aluno como um recipiente das informações direcionadas a ele. Mas existem muitos cursos em IBW que também se utilizam deste método, são os courseware, em que o aluno aprende o que lhe é determinado. Consulte as principais diferenças entre o ensino tradicional das salas de aula e a IBW.

2) Método Construtivista: Considera o conhecimento como uma construção contínua, fruto de interações entre os objetos do meio e o sujeito. Os alunos são vistos como participantes ativos no processo de troca de informação. Os professores se limitam a definir um grupo de tarefas e colocar a disposição algumas sugestões de conteúdos, mas são os alunos que através de pesquisas e discussões constroem o seu conhecimento. Um processo de educação que parte dos conceitos cognitivistas é aquele que procura provocar nos alunos, constantemente, busca de novas soluções, criando situações que exijam o máximo de exploração por parte deles e estimulando as novas estratégias de compreensão da realidade. Faz uso de trabalhos em grupo, deixando que os alunos se agrupem espontaneamente e se guiem por um tema/problema de seu real interesse, cooperando entre si. Quanto ao professor, este evita a rotina, e sim, estimula a pesquisa e a autonomia por parte dos alunos, propondo problemas sem ensinar-lhes as soluções. Atua como coordenador, levando o aluno a trabalhar o mais independentemente possível. Este método pode ser utilizado na modalidade presencial, muito comum em trabalhos de pesquisa em grupo, feiras de ciências, etc; e na modalidade de EAD baseada na WEB, em que alunos colaboram entre si na construção de seu conhecimento a partir de ambientes educacionais colaborativos e groupware (software para grupo).

 

OBS: Existem inúmeras outras abordagens relativas aos processos de ensino-aprendizagem, tais como: a tradicional, a comportamentalista, a sócio-cultural e a humanista. Cada uma apresenta seus princípios, métodos e estratégias. Saiba mais!

    Optar por uma determinada modalidade de ensino não implica no uso de um método de ensino-aprendizagem específico. O fato de se escolher um método central, também não impede que se adotem procedimentos eficientes de outros. Portanto, é importante fazer uma análise apurada das necessidades de um determinado grupo de aprendizes, da meta educacional que se deseja cumprir, e dos possíveis caminhos e recursos mais propensos a facilitar o aprendizado individual e coletivo.