IPS 050 Tópicos Especiais em Psicplogia Social D
(Des)medicalização da Vida
Horário: quarta-feira, 14h50
O curso, de caráter propositivo e prático, é um convite à reflexão sobre as estratégias utilizadas para a construção de uma vida medicalizada no campo da saúde. Serão trabalhados os conceitos de cogestão, autonomia e convivência como formas de combater a medicalização. A Gestão Autônoma da Medicação (GAM) será abordada e praticada a partir de formatos em funcionamento no país.
Disciplina: Psicologia Fenomenológica-existencial
Vagas: 2 vagas, uma com bolsa.
Professor: Fernando Gastal
Pré-requisito: ter cursado a disciplina.
Interessadxs enviar e-mail para: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
A seleção será feita pelo google meets, no dia 4/12 às 14h.
Boa tarde, o Coletivo vem por meio desse post comunicar que apesar da disciplina eletiva da professora Mariana Molica está descrita no SIGA como Introdução à Lacan, na verdade se trata de Tópicos Especiais em Psicanálise, segue a descrição da disciplina:
Professora responsável: Mariana Mollica
Colaboradores (estudantes, pesquisadores e lideranças comunitárias negrxs que desenvolvem pesquisas e movimentos de ação antirracista na Universidade e na cidade): Coletivo Preto Virginia Bicudo (IP/UFRJ); Projeto Ocupação/PSILACS (UFMG), CRP- RJ, Daniele Menezes (mestranda UFF); Geisa de Assis (mestranda UERJ); DJefferson Amadeus (advogado e militante MNU), Vilma Dias(profissional da rede de SM- RJ), Marcelo Dias (Pres. Nacional do Mov Negro Unificado), Rumba Gabriel (Fundador do Portal Favelas, liderança Jacarezinho).
Disciplina: Tópicos Especiais em Psicanálise A IPG 029.
Horário da disciplina: Quintas feiras às 14:50 - 16:30.
Início: 03/12/2020
Relações Étnico-raciais e subjetividade
EMENTA
Partimos da colonização e da plantation, evento histórico traumático na história da modernidade e na origem do capitalismo, privilegiando as teorias pós-coloniais e decoloniais em sua articulação com a Psicanálise. Percorreremos os principais eventos históricos da colonização brasileira e da escravização do povo negro no Brasil, marcada pelo sequestro de pessoas africanas retiradas de sua terra, relacionando o ponto de vista histórico-político com a subjetividade. Traremos as contribuições éticas da história do Conselho Federal de Psicologia no combate ao racismo no Brasil. O curso pretende diferenciar os conceitos de racismo estrutural, institucional e individual e sua relação com o inconsciente. Desenvolveremos o que vem a ser o mito da democracia racial e pesquisaremos a identificação ao ideal de branqueamento na formação da subjetividade na cultura brasileira e o pacto narcísico branco, que produz denegação do racismo e omissão da população em relação ao genocídio das populações afrodescendentes, indígenas, quilombolas e outras. A constituição do eu, do ideal do eu e os conceitos freudianos de identificação e de unheimlish serão percorridos e articulados à noção de identidade. Estudaremos o que é a segregação e o Racismo 2.0. A clínica psicanalítica será contemplada a partir da reforma psiquiátrica e sua relação com a saúde da população negra. Trabalharemos os termos “tornar-se negro”, “negritude” e “lugar de fala”, constituídos pelo movimento negro. Os conceitos de Achille Mbembe “necropolítica”, “devir negro no mundo” e “Afropolitismo” serão discutidos à luz do debate sobre decolonização. Por fim, pesquisaremos os movimentos coletivos de resistência ao terrorismo de Estado no Brasil.